domingo, 27 de novembro de 2011

Perdoa aqueles que por qualquer razão te magoaram.
 No fim ficarás leve como uma pena.

domingo, 20 de novembro de 2011

O grande homem é aquele que não perdeu a candura da sua infância...
Pertenço a uma geração que teve de se desenrascar.
Nasci ao som do rufar dos tambores da 2ª Guerra Mundial. Os clarins e as sirenes faziam o toque de à rasca, anunciando mais um bombardeamento. De um português de setenta anos (ou mais)...
Não sei a origem...
Não sei o autor...
A GERAÇÃO ENRASCADA

A Santa da minha Mãe pariu-me de cócoras. Quando se sentiu à rasca muniu-se da tesoura e do baraço e fez tudo sozinha.
Chegou por casualidade uma vizinha e ajudou aos últimos preparativos, talvez um caldo de galinha velha que era o prémio de qualquer parturiente.
Hoje, as que se rotulam de à rasca têm seis meses de licença de parto. Essa vizinha, que durou cento e tal anos, passou a vida a contar-me isto, vezes sem conta.
Aos miúdos, faziam uns calções com uma abertura na retaguarda, e quando estivessem à rasca, baixavam-se, o calção abria e fazia-se em escape livre e andava sempre arejado.
Aos dezoito anos, ainda o comboio passava em Mirandela e tive o azar de fazer cargas e descargas dos vagões para os camiões.  Os adubos vinham em sacos de 100 kg, as pernas tremiam mas tinha que me desenrascar. Os mais velhos sabem do que falo, o trabalho era duro incluindo as cegadas, mas, fazia-se tudo a cantar.
A mesma geração, fez as três frentes da guerra colonial, morreram nove mil e quinze mil ficaram mutilados e a cair aos bocados, chamaram-lhes Heróis mas dizem desenrasquem-se.
O 25 de Abril foi feito por essa mesma geração, bons líderes, povo unido e desenrascaram-se muito bem.
Por fim, a debandada da emigração para toda a Europa, atravessando montes e vales íamos chegando a todo o lado. Vivíamos em contentores e barracas, o tacho onde se lavavam as batatas era o mesmo para se lavar o nariz, mas não nos desenrascámos nada mal.
Depois veio a geração rasca. Drogas, rendimentos mínimos e vergonha de trabalhar.
Agora, dizem ser a geração à rasca querem ser todos Doutores, arrastam-se anos à volta dos cursos, passam as noites nas discotecas e nos bares e faltam às aulas, os parques universitários estão cheios de carros de luxo, ficam por casa dos Pais até aos trintas e "quem aos vinte não é e aos trinta não tem, aos quarenta já não é ninguém".
São enrascadinhos não querem assumir a responsabilidade de uma família, vagueiam de noite, dormem de manhã e a Mãe chama-os para almoçar. O Pai vai recheando a conta, porque um Pai é um banco proporcionado pela natureza.
Eu não quero medir tudo pela mesma rasa e acredito muito na juventude, aconselho-os a que se caírem sete vezes se levantem oito, porque o Governo está à rasca, a oposição está enrascada e a juventude não se desenrasca.
Os que cantam, Homens da Luta, é uma luta sem comandantes e o povo vencido jamais será unido.
Façam pela vida... E, não estejam à espera que o mar arda, para comer peixe grelhado!...
 

Pensa em alguém muito especial para ti.
Acredita que há sempre alguém que te ama,
 simplesmente por  seres como és.
Faz uma pequena lista dos teus talentos.
Ficarás espantado com tudo aquilo que sabes fazer.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Culinária- Pudim de atum

Pudim de atum
 Ingredientes:
4 latas de atum; 6 ovos; 150 g de natas (pode ser de soja); 100g de farinha com fermento; 50g de polpa de tomate; cebolinho; salsa, sal e pimenta.

Modo de fazer:
Unte uma forma de bolo inglês e ligue o forno a 180º . Escorra o atum e esmague com um garfo num prato.No  liquidificador ou na Bimby coloque os ovos, as natas, o tomate, o sal e os temperos, a farinha. Na Bimby ligue 30 segundos velocidade 2. Com a máquina desligada junte o atum esmagado e verta na forma untada.   Leve ao forno por 25 mais ou menos. Verifique se está cozido e sirva com salada.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

" Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro se esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."
  -  Dalai Lama-

                 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Memórias de infância

Segundo o princípio 7 da declaração universal dos direitos da criança, o superior interesse desta, deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação. Responsabilidade essa que cabe em primeiro lugar aos pais e em segundo lugar aos responsáveis pelas crianças na instituição escolar, que devem estar atentos a todas as situações. Um bom profissional sabe ver se a criança está feliz, se está bem nutrida, se recebe o carinho e atenção que merece dos seus progenitores. A função de um professor também é educar mas não é, nem nunca será, maltratar. Na sala de aula havia sempre a fotografia do presidente da república, o General Améri-co Tomás. Todas as manhãs antes de iniciarmos a aula cantávamos o hino nacional. No Natal havia sempre distribuição de prendas, penso que eram dadas pelo ministério da educação. Eu era criança mas reparava em algo que se repetia ano após ano: Parecia que era tudo feito de forma aleatória, mas na realidade não era, cada um de nós recebia um presente mas os meninos com mais posses recebiam sempre os melhores e isso deixava-me tão revoltada!
Cultiva e estimula o teu sentido de humor.
Pode haver sempre um sorriso escondido em qualquer lugar.